

NERO ADITIYA HOLSTEIN
ASSASSINO DE ZEUS
Sinto como se a nebulosa de eventos que passaram por minha vida tivesse criado uma cortina carmesim ao meu redor. É difícil descrever tudo o que ocorreu após meu despertar; às vezes torna-se complexo até mesmo lembrar dos rostos que me acompanharam antes dele. Mas foi em meio a deixar para trás a vida mortal, e então caminhar junto a tantas divindades e miseráveis, que o mundo se moldou para mim. Ao fim, o que sinto a quase todo instante é raiva, tristeza, um amargor disfarçado de risadas e autoconfiança, carregados pela vontade de honrar meu panteão, por sentir que os malditos deuses e entidades querem de mim sempre mais e mais, pois nunca é o suficiente. Ainda assim, para aqueles que ao meu lado caminham, ainda podem dizer que talvez eu possua vivacidade em meu olhar, ou melhor, que não transpareço o que realmente sinto. Sabe por quê? Após tantas lutas, tantas cicatrizes deixadas sob a pele, tantas felicidades e decepções, e tantas pessoas que eu julgava que estariam para sempre ao meu lado, mas foram as primeiras a abandonar esse meu pequeno barco, tudo o que consegui entender, até mesmo aceitar, é que ninguém se importa com o que eu realmente quero. Então resta forçá-los a aceitar isso.
CARACTERISTICAS
10 PRINCIPAIS TÍTULOS
Nome Completo: Nero Aditiya Holstein
Deus: Khaos e Duendes
Altura: 1,85
Peso: 90kg
Orientação Sexual: Heterossexual
Estado Civil: Solteiro
Nacionalidade: Norueguês/Grego
Raça: Blood
01° O Assassino de Zeus.
02° O Alicerce da Queda Olímpica.
03° O princípio da Ruína do Trovão.
04° O Eclipse Sobre o Leão de Nemeia.
05° Assassino de Hércules.
06° Aquele que Superou o Herói dos Doze Trabalhos.
07° Discípulo do Abismo.
08° Escolhido pelos Ancestrais.
09° Assassino de Gol-Goroth
10° O Filho das Sequelas.
HISTÓRIA

Sente-se; esta é uma longa história que tenho para lhe contar. Tudo começou há cerca de 12 anos, em uma pequena e pacata vila no interior da Noruega, lembro-me como se fosse hoje. Lá, na época que posso descrever como a mais bela de minha vida, vivi em uma casa tranquila com meu pai, Dustin, um "exemplo" de homem moldado aos velhos costumes noruegueses, e minha mãe, Kassandra, uma estrangeira vinda da Grécia. Nada de muito especial ocorria por lá; vivi como todos e, por isso, sou extremamente grato, afinal, mesmo hoje eu sendo alguém que transcendeu a frágil mortalidade, o que ainda existe de "humano" em mim veio daqueles calorosos dias nas montanhas nevadas.
Em meio ao meu crescimento, conheci uma pessoa: meu primeiro e melhor amigo, Matteo. Era um garoto comum, o companheiro de brincadeiras e aventuras que me acompanhou durante longos anos. No entanto, mesmo em meio à tranquilidade de uma pacífica vila, onde vive um semideus, a paz é incapaz de existir — algo que já acredito ser um consenso geral para todos que possuem sangue divino como eu. Lá, nós possuíamos uma tradição: a cerimônia de iniciação, feita para marcar o fim da infância e o início da fase juvenil de um adolescente, que chegaria no meu aniversário de 12 anos.
Nesse dia, fui até a casa de Matteo buscá-lo para a festa. Ao seguirmos por um atalho para chegarmos ao local da cerimônia, acabamos sendo pegos por uma repentina tempestade de neve. O frio cortante e congelante logo atingiu a mim e ao meu amigo; em meio à hipotermia, vieram as alucinações, estranhos sons que pareciam cortar a neve e o temor de nunca voltarmos para casa. Foi nesse momento que me lembro da súbita escuridão turvar minha visão e tomar conta de meu mundo. Tudo parecia enegrecido, opaco, como se mais nada ali existisse, talvez pelos efeitos do frio, ou porque Thanatos estava aproximando-se com a morte que me aguardava.
Mas então, entre a fina barreira que separava a vida do último suspiro, aquele momento de fraqueza despertou algo diferente em mim: os poderes e a energia púrpura que então vim a conhecer como os traços de meu pai, o deus primordial Khaos. Em uma explosão, aquela revelação caiu sobre mim e, com ela, despertei daquele negro abismo. Senti-me renovado, diferente, como se o ambiente hostil não fosse nada para mim, mas o mesmo não se aplicava a Matteo. A mesma explosão de energia que antes me salvara fora aquela que condenou meu amigo à ruína, vagarosamente corrompido pelo poder que eu carregava.
Desesperado, com aquela nova força, carreguei-o até onde deveria ser a minha cerimônia, o lugar em que encontraria meus pais, os anciões e todos os que moravam naquele pacato lugar. Mas, ao invés de apoio, tudo o que restara era o vazio. Não havia sons, pessoas, música ou sequer corpos; apenas o frio sendo cortado pelo calor do salão principal. Com Matteo em meus braços e o desamparo sob meus ombros, caminhei até o grande altar, onde encontrei a carta a mim endereçada, da qual ainda lembro as palavras: "Sabemos de suas raízes, suas verdadeiras raízes. Dustin não é o seu pai, e a explosão de energia que veio de você tem uma descendência muito mais especial: o tom que tange o divino. E é disso que precisamos. Tudo já está traçado, dos primórdios de sua vida até este momento. Você servirá à nossa causa, ao nosso culto; você crescerá, lutará e se fortalecerá para, então, ser usado por nós. Não adianta fugir ou alterar o seu destino, pois sempre estaremos de olho em você. Apenas abrace o inevitável, Nero, pois não permitiremos que escolha como vai viver, mas talvez em seus últimos momentos, quando sequer perceber que cumpriu os objetivos de nossa causa, possamos deixá-lo escolher como vai morrer."
Eram palavras duras para uma criança ler, até mesmo sem sentido, mas desde aquele dia, com a inevitável morte de meu amigo devido ao meu despertar e com o saber de que tudo o que vivi foi uma farsa, tudo o que pude fazer foi tentar me fortalecer para evitar esse destino. Cinco anos se passaram, anos árduos dos quais hoje já sequer consigo me lembrar do que fiz, além de sobreviver. Cheguei à Supernova, o continente divino, e já tão novo fui convocado para a guerra que envolveu aquele mundo: a batalha pela Nova Ordem Mundial. Ali foi onde conheci Grey Rhee pela primeira vez e onde, sem sequer saber quem ele era, tentei matá-lo sem mais pesar, apenas por ouvir que o mal era o mal e ele era esse mal. Não venci, não morri; segui em frente.
Ali batalhei contra Eldritchs na Coreia, e foi onde pela primeira vez conheci o que era o terror de verdade, vindo de uma verdadeira aberração cósmica. Mas eu estava rodeado por semideuses, o que poderia dar errado, não é mesmo? Bom, difícil é algo sair como planejado. Mesmo em meio a tantos, quase todos pereceram no primeiro ataque, e um mero novato como eu foi tudo o que restou, junto a alguém que veio a se tornar meu grande amigo, Ramsés Finn. Sozinhos, vencemos as bestas cósmicas, e foi quando, mesmo em meio a toda minha raiva, matei o meu primeiro grande inimigo: o Eldritch Gol-Goroth, um dos Grandes Antigos. Após isso recebi o reconhecimento do governo divino, sendo então coroado como um Rei Santo devido a minha bravura e meus feitos em batalha com tão pouca idade.
Os meses passaram rapidamente e acabei sendo recrutado por Finn para a organização chamada LODMA. Lá descobri que a pessoa responsável pela invocação dos Eldritchs e pela destruição da Coreia era Alyssa, uma semideusa miserável da pior espécie, a quem até hoje guardo o meu ódio. Participando da LODMA, uma nova ameaça apareceu: King, o guerreiro que ameaçou aniquilar a Terra. Para detê-lo, um torneio foi organizado, onde lutei junto a tantos outros semideuses e obtive grandes vitórias. Primeiro, nas qualificatórias, batalhei contra a deusa da Sabedoria, Aria, a primeira divindade que derrotei, mas que posteriormente se tornou uma amiga. Então lutei contra um dos duendes que se dizem criadores de deuses, hoje chamado de Perseveron, mais um derrotado. Batalhei contra Castiel, um famoso filho de Zeus que sequer resistiu aos ataques de um novato como eu. E foi então que encontrei a minha primeira "barreira de poder", a divindade da Justiça que hoje chamam de M'albon. Lembro-me dele claramente: uma pessoa extremamente forte com quem batalhei até a exaustão; naquele impasse interminável, acabamos chegando a um empate, onde um mero semideus filho de Khaos não foi sobrepujado por uma divindade.
Declarado um prodígio, as coisas não saíram tão bem no torneio principal. Lá, em minha primeira luta, descobri o que realmente era a maldade ao ser forçado a enfrentar uma criança africana chamada Ota-Benga. Ele era uma pessoa abençoada pelos espíritos da África, os mesmos espíritos que me escolheram para libertá-lo de sua dor e enviá-lo ao pós-vida. Eu consegui, mas o preço foi caro: junto dele senti a dor mais angustiante de minha vida, pois foi a primeira vez em que recebi uma sequela em minha essência. Ele era uma criança, mas atravessou brutalmente o braço por meu peito, deixando um buraco que jamais se fecharia. Ali entendi que nada seria fácil.
Conforme o tempo passou, King foi derrotado e vivi aventuras onde fui a Seteálem, resgatei Apolo, conheci Urânia e pessoas que considerei como amantes. Mas, ao fim, é difícil que todos fiquem ao seu lado; um a um, fui abandonado por aqueles que prometeram estar comigo. É decepcionante, amargo, mas divindades e humanos são assim. Recentemente, uma guerra universal começou contra os arcontes. Com uma equipe, vaguei até o lado oeste do universo, onde conheci o Rei Bagdá. Participei de um novo torneio onde fui surrado: se antes sofri com uma única sequela, dessa vez mais de trinta foram distribuídas em minha essência. Minha mente entrou em colapso; perdi meu senso de identidade e sequer soube quem eu era. Mas, felizmente, fui curado por Yu-Huang, o Imperador de Jade. De volta à batalha, derrotamos Bagdá, libertamos o lado leste do universo e seguimos em frente.
Hoje, aliado aos deuses Hindus, tornei-me subordinado de Kalki, o regente do Universo Primórdio, que busca a "purificação" do Cosmos. Batalhei contra Pashupati, Rudra e Forseti, auxiliando em suas mortes. Mas não foram os únicos, pois acabei me virando contra o panteão grego, o qual sempre busquei honrar. Em meio às empreitadas de Kalki, assassinei Zeus e Hércules, tornando-me o alicerce da queda olímpica. Andhaka e Bakasura também foram minhas vítimas. Ainda assim continuei pagando o preço por minha revolta aos deuses, perdendo meu braço e minha perna devido às sequelas que recebi logo após tais fatos, quando enfrentei o tão poderoso Ravana. Em compensação, ascendi como um ser puro de sangue, livre das amarras da mortalidade, tornando-me um Blood, um "deus" sem seu cargo divino. E além disso, dentro de mim agora uma entidade universal foi selada, o Arconte da Morte, Athoth.
Enfim, escrevo toda esta minha história estando agora no mundo divino de Kariu. Deixo este breve relato para que todos saibam que a jornada nunca será fácil, mas o que importa é seguir lutando pelos seus objetivos. Não conquistei o meu até este momento, mas sinto que estou perto. Aqui encerro o meu relato; mais lutas estão a caminho e logo terei que voltar para os campos de batalha dessa guerra universal. Talvez eu encontre aqueles que leram sobre minha vida no campo de batalha? Nunca se sabe. Mas hoje, após tudo o que sofri e deixei para trás, entendi que meus desejos pouco importam no grande plano cósmico. Por isso, resta-me forçar todos a aceitarem quem eu sou e quem almejo ser, por mais árduo que seja. Pois apenas quando eu encontrar a liberdade e o direito de fazer minhas próprias escolhas, sem as correntes que me limitam ao passado ou as algemas que me prendem na instabilidade mental do presente, poderei dizer que sou feliz.
Melhores Amigos
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Ramsés Finn
Familiares

Ayanant Dharmaveer De'Vrat Aditiya
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