

NÚBIA ASHANTI
HEROINA AFRICANA
Para me entender, você precisa primeiro entender o céu. Ele nunca está realmente vazio; está sempre em movimento, carregado de tensões invisíveis e promessas de mudança. Eu sou exatamente assim. Alguém que presa pela justiça, alguém que não vê tons de cinza; para mim, o mundo é dividido entre os que devem ser protegidos e os que devem ser queimados. Sou leal e gentil, meiga, até, mas minha postura muda abruptamente quando tempos difíceis cavalgam ao meu redor. Meu pai uma vez me disse que: "a mão que ergue uma espada, também deve erguer um ramo de olivo." Personifiquei isto em meu ser, entretanto, há momentos que a espada é a única lei.
CARACTERISTICAS
10 PRINCIPAIS TÍTULOS
Nome Completo: Núbia Amanirenas al'Meara Ashanti
Deus: Physis
Altura: 1,73 m
Peso: 60 kg
Orientação Sexual: Bissexual
Estado Civil: Solteira
Nacionalidade: Kushita/Sudanesa
Raça: Semiprimordial
01° Caçadora de Oxóssi
02° Ferreira de Ogum
03° Sereia de Iemanjá
04° Portadora Dos Relicários Iorubas
05° Avatar de Mahadevi
06° Assassina de Chandra
07° Assassina de Manasa
08° Gota de Amrita
09°
10°
HISTÓRIA

Por volta de 2.OOO a.C, antes da era de máquinas e do que é comum, no tempo de Sol & Areia, a semiprimordial nascera nas margens cristalinas da região sul do rio Nilo; primogênita do faraó-sacerdote da vigésima quinta (25°) dinastia do reino de Kush que chamava-se Piiê — aquele que possuira a alcunha de "Novo senhor das terras do norte e mediterrâneo sudaneses" —, como também de uma misteriosa "fiel" conhecida como Kwame. A pele límpida e escura como o próprio ébano era sua marca de nascença, porém outros aspectos de seu ser chamaram a atenção do faraó; as íris azuis como raras lápis lazulis, e os pequenos fios capilares tão esbranquiçados como as nuvens. O homem a tomou dos braços da mãe e a ergueu para os céus e sol latente, a batizando como Núbia, que significava "perfeita como o ouro." Os anos portanto seguiam, rápidos como as águas de uma cachoeira incessante, enquanto o império e Piiê cresciam em potência e poderio. Kush, a “terra do ouro”, como sussurravam os ventos quentes, era abençoada com minas de ouro que cintilavam como estrelas na noite. Os kushitas, orgulhosos e destemidos, cavavam profundamente nas entranhas da terra, extraindo riquezas que fariam a cobiça envolver corações de faraós e senhores de Roma com raízes de irá. A primogênita — agora com quatorze anos — possuía ciência sobre seus dons, a manipulação do sagrado verde; da própria natureza. Ela auxiliava o seu povo com tais habilidades místicas, tratando animais feridos pela mão humana, curando os enfermos, recuperando terras áridas, trazendo-lhe vida e recursos. Até mesmo pessoas de terras distantes iam ao encontro da africana, entregando oferendas, realizando rituais em prol do nome que a pertencia. Além disso, também lhe fora ensinado pelos sacerdotes ritos atemporais, a conexão íntima com os deuses antropomórficos. Do mesmo modo, áreas da parte mundana foram inseridas, como filosofia, linguagens da época, e claro, estratégia e a arte da guerra. Estava sendo moldada para ser uma Candace — título real dado para as mulheres do trono, significava "rainha mãe, ou "rainha guerreira" —. Infelizmente ela não pôde receber auxílio de Kwame, a pessoa que a trouxe ao mundo. A mãe de toda a existência da jovem mulher. Teu pai a dissera que a outra havia desencarnado logo após dar a luz, mas perguntas começaram a se tornar frequentes e impossíveis de escapar, então o homem aguardou o décimo quinto aniversário de Emara, onde revelou a verdadeira história da herdeira da natureza. Kwame poderia ser conhecida por vários nomes e significados diferentes, mas Phýsis era o mais importante dentre eles. A primordial grega do verde, a verdadeiramente senhora da natureza. Tudo aquilo a chocou por completo, raiva, tristeza e dúvida tomaram conta da mente de Amanirenas de forma tão descomunal que, como demonstração de revolta, enterrou os dons. O que não sabia era que havia tomado a terrível decisão que a assombraria até os dias atuais.
Semanas passaram-se, não mais curava pessoas, animais, ou terras, o que resultou mágoa por certa parte do povo de Kush. Hipócritas traidores. A história do bloqueio se espalhou pelas redondezas, atraindo um maldito senhor de guerra; Ánu. Ele desejava usar a garota, mais necessariamente o sangue desta. Achava que se o bebesse, tornaria-se um deus sobre todos os outros homens. Com uma horda de guerreiros, brutalmente atacou o império, matando e destruindo tudo no caminho. A tão nova impotente graças ao "trauma" que levou ao bloqueio dos poderes, e sobretudo, ordem de seu pai-senhor, fugira para longe. Para uma área distante e mórbida. Deixando o caos devorar tudo que um dia protegeu e chamou de lar. Mas a natureza sempre renasce, não importa o que aconteça. [...] Ela meditou, orou e chorou para Phýsis, mas nada aconteceu. Dias seguidos de meses dobraram-se e, em uma noite chuvosa, onde parecia que o próprio céu cairia nas cabeças de todos os seres, uma aura humanoide emanando esmeralda visitou o pequeno esconderijo onde ela estava. A energética adentrou a corpulência feminina veloz como uma flecha, e assim um sussurro ecoou por todo o lugar como um estrondoso trovão: "O murmúrio do rio contra as pedras é a canção da natureza, lembrando-nos que seu curso molda o mundo, suave mas incessantemente. Levante-se e triunfe, você é uma Candace por direito e linhagem, precursora da vida e da ordem, aja como tal!" A mulher despertou assustada, agora podendo sentir a brisa, cada gota de chuva que impactva na grama, cada animal que corria na savana. A herdeira dos elementos aos poucos estabilizou-se, sabia o que precisava fazer. O ar fora envolto no corpo da preta, que disparou mais rápido que o próprio relâmpago à Kush. Com seus poderes conseguira entrar no castelo que um dia foi dela por direito de linhagem, a melancolia a tomou quando podê ver o estado caótico da construção, devastada pelo inimigo. Furtivamente se esgueirou até aos aposentos reais, onde soube que o homem ousava descansar; sem que fizesse qualquer alarde, adentrou, encontrando-o dormindo profundamente. Os lábios carnudos e rubros se torceram em um sorriso sinistro e por fim, ela retirou todo o ar daquele corpo miserável. Ele não atormentaria mais ninguém, nunca mais — ou fora o que ela ingenuamente acreditou, um erro, o único que não poderia cometer, aquele que trouxe sua ruína. A carne daquele jogado ao chão começara a rasgar, e ela tinha certeza que poderia ouvir os ossos do mesmo contorcendo por entre a pele. A existência do adversário tomara uma forma indescritível, algo abominável, assustador mesmo para ela; múltiplos braços e pernas cresciam deste enquanto a preta sentira um salto exponencial de poder do ser. "Não deveria ter subestimado as trevas, Andarilha dos Ventos." A voz sobrenatural ecoou por toda a psique da africana, liberando medo, o puro medo. Não, não era mais o homem estúpido em busca de forças que não compreendia, existia algo que estava escondido, esgueirando-se na penumbra da alma gananciosa esperando para quebrarem as correntes que o detinham, e fora a jovem a realizar tal ato. A semiprimordial assustada, lançou uma rajada de ar contra a criatura, jogando-a contra a parede do quarto, mas de nada adiantou, ferozmente a mesma levantou-se, avançando na direção da paralisada. Não sabia como explicar, mas parecia estar envolta por uma aura aterrorizante que nublava suas ações, como se estivesse afogando-se na própria imensidão da mente. Os braços e pernas foram presos pelo monstro que sorria de maneira sinistra, abrindo a boca de forma anormal, revelando uma língua similar à uma adaga; ele não pensou se quer por um segundo, cravando a própria língua no peito da jovem mulher. Naquele momento, a mesma voz rangia no cérebro da semiprimordial, dizendo-lhe: "será trancafiada na tumba mais escura e profunda, inominável por todos os fiéis que a proclamaram deusa. Esquecida. Apagada. Morta." A visão aos poucos se tornaria turva, seguida pelo fechar das pálpebras, com o coração encerrando as batidas. O nefasto havia vencido. Estava morta. O corpo de Amanirenas fora jogado aos seus fiéis, deixando nítido a vitória do monstro, mas também mostrando que ele estava blefando. Aqueles que a seguiam — os que sobraram após a posse do Maligno sobre o reino do Sol — trataram de lhe dar um enterro digno de uma soberana da vida, pondo-a em um sarcófago de pedra feito as pressas, era tudo que poderiam fazer por ela. [...] As areias do tempo correram, tendo se passado milhares de anos, o "caixão" meroítico fora achado por uma mulher amarga que o descobriu por lendas cuxitas, usufruindo do misticismo para realizar um ritual que traria a descendente da natureza à vida. A garota de fios brancos logo soubera tudo, estando em eterna dívida e gratidão para com a feiticeira platinada, que sabia... sim, sabia o que pagaria a dívida. O pagamento se tornou um sigilo absoluto entre as duas, um pacto, ninguém mais saberia. Não mais duas, apenas uma. Mas o objetivo da Ashanti agora era certeiro. O presente repousava no novo , e, de um jeito ou de outro, tomaria controle das amarras que a impediram no passado.
Melhores Amigos
Familiares

Amethyst Le'fay Warlock
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