Este artefato não foi forjado em bigornas comuns, mas erguido a partir do maior pacto de demanda já firmado no coração do Umbral profundo, unindo os Sete Reinos da Quimbanda através dos diferentes Exus e Pombagiras que condenaram seus poderes juntamente dos resquícios do poder de Exu Lúcifer. A estrutura principal do caixão foi esculpida pelo Povo da Calunga e das Almas, ainda que sob a outorga de Exu Caveira, que extraíram o basalto tumular do solo sagrado do primeiro cemitério do mundo e o fundiram com a matéria degenerada de estrelas mortas. O estofado interno foi tecido pelas Pombagiras Chefes de Terreiro, utilizando os fios de desespero de almas cobradas pelo carma e consagrado com marafa, mirra e fumaça de pólvora. Por fim, o próprio Maioral, vulgo Exu Lúcifer, teve os resquícios de seu poder usados para riscar o ponto de fundação na tampa da estrutura, prendendo-a com sete correntes de ferro maldito e sete cadeados de brasa que aprisionam um vácuo tumular senciente. O resultado é um caixão colossal, rústico e absurdamente denso, adornado com saliências agudas, pulsando sempre seu poder pagão. É um artefato de poder e durabilidade galaxy 5+, com uma invulnerabilidade quase onipotente e velocidade de ataque de 5 FTL.
- Sinfonia de Lira: Esta habilidade eleva o "Livro dos Caminhos Esquecidos" ao ápice do Reino da Lira, transformando o caixão no regente absoluto de todas as cordas e frequências da realidade. O artefato deixa de ser apenas um registro morto e passa a ditar a partitura do destino de Exu Lúcifer, pois sempre que alguma ação, fenômeno, intervenção, força ou manifestação for iniciada em uma distância equivalente ao diâmetro de uma estrela anã, os sete cadeados de brasa ressoam e a tampa do caixão podem se abrir milimetricamente, ecoando o som estridente e distorcido da Lira que governa as almas. Com isso, o usuário ganha a capacidade de compor e reescrever de forma quase onipotente o desfecho desse evento, onde, por exemplo, se um oponente desferir um ataque praticamente inescapável ou tentar apagar a existência do usuário, a Lira harmoniza o presente com o eco de um fracasso já registrado em suas páginas: o golpe inimigo é reescrito instantaneamente como um erro grotesco ou a própria causalidade se curve, fazendo o ataque se voltar contra o atacante.
- Decreto do Sétimo Nó: Por meio desta habilidade, Exu utiliza a estrutura de basalto do caixão para golpear violentamente o próprio espaço-tempo, quebrando a trajetória de fenômenos atuantes sob o espaço-tempo presente. Ao atingir um ser vivo ou o próprio solo da encruzilhada, a tampa do caixão se escancara e as garras da anomalia interior se projetam na velocidade de reação do usuário. O alvo não é apenas empurrado, mas tem o seu destino e todas as suas possibilidades favoráveis de futuro arrastados para a região mais profunda, densa e caótica do Umbral, sendo trancados ali dentro pelas sete correntes do artefato. Pelas próximas 3 rodadas, o alvo fica preso a um "não-acontecimento": qualquer habilidade ativa que tente manifestar falha de forma super absoluta, pois o caixão devorou o sucesso daquela linha temporal antes mesmo dela nascer. Suas defesas se desfazem em uma anulação completamente enquanto ele sofre passivamente os flagelos das almas umbralinas hostis e o envelhecimento acelerado do tempo de morada (um ano por segundo). Poder super absoluto.
- Supremo Ponto Riscado da Calunga Maior: Ao abrir completamente o caixão em um ângulo de 180°, Exu Lúcifer manifesta a autoridade máxima do Cruzeiro e da Calunga. O artefato projeta no ar um gigantesco ponto riscado tridimensional feito de fumaça de pólvora, cinzas de defunto e brasa pura, que dispara uma onda de choque material e espiritual na velocidade de ataque do item por toda uma distância equivalente a uma estrela grande. A quase onipotência desta habilidade faz com que ela aplique a cobrança da "Morte Registrada", que é a imposição da morte biológica de tudo o que estiver na área, e assim, imunidades, invulnerabilidades, regenerações, imortalidades, ancoragens conceituais dos inimigos atingidos são completamente reescritas, rasgadas e apagadas do livro da existência pelo poder e pela lei da Quimbanda. Os alvos sofrem o impacto direto em suas existências com o poder do artefato, deixando para trás apenas o silêncio tumular e um selamento espiritual eterno no ambiente, impedindo qualquer tentativa de ressurreição ou retorno quando é concretizada a absorção daquilo que fora manifestado pelo artefato, atraindo para si também os resquícios das existências dos seres que foram afetados, os prendendo ali.
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